Sem qualquer pretensão de substituir o encômio a Homero pelo encômio a Platão, nossa exposição pretende tão somente ressaltar o posicionamento de uma filosofia que quer responder e argumentar a favor da otimização da formação do jovem que será o futuro cidadão grego – o polítes, como atesta a seguinte passagem do diálogo Protágoras, de Platão: “para qualquer pessoa, um dos pontos fundamentais da educação é o conhecimento a fundo da poesia, a saber, a capacidade de discernir nas obras dos poetas o que foi dito com acerto e o que não foi, bem como a de explicá-las e de saber, quando interrogado, fundamentar suas conclusões” (Protágoras 339a). A homerikè paideía, i.e., a educação homérica preparou e iniciou o jovem num modo de vida bem determinado; a educação do jovem inspirada em Homero imitava o que o poeta narrava sobre seus heróis. A esse modo de vida correspondia uma ética que Platão considerava divina e heróica, porém inadequada ao estilo de viver desejado pela “nova” politéia. Platão denuncia com gravidade o despreparo do jovem para selecionar ou identificar o bem em meio a um conteúdo tão fabuloso característico dos cantos homéricos, pois segundo ele “quem é novo não é capaz de distinguir o que é alegórico do que não é” (República 378d).
sábado, 31 de maio de 2008
EDUCAÇÃO FILOSÓFICA EM PLATÃO - Parte I
T oda história da educação grega deve começar com Homero, não apenas por se tratar de um testemunho de origem, mas, sobretudo, por ter se tornado a maior identidade lendária e poética experimentada pelos gregos na Antigüidade. Estamos em meados do século VIII a.C., quando falamos sobre o início de uma tradição de cantos cujo apogeu foi alcançado no cenário público ateniense a partir da sua introdução oficial, pelo patrono das artes e filho de Pisístrato, Hiparco, nos concursos de rapsodos das Panatenéias. Independentemente desse status, não há como pensar a civilização grega sem considerar a repercussão das sagas e façanhas tanto da Ilíada, quanto da Odisséia em sua cultura. Com elas, os gregos absorveram descrições detalhadas para o aprendizado das mais diversas técnicas, tais como o manejo das armas, a performance nos esportes, nos jogos, nas artes; a oratória, o heroísmo épico, a virilidade do guerreiro, a sabedoria. Por tudo isso, é na tradição homérica que Platão encontra sua maior inspiração para pensar a educação grega, porém chamando para si aquilo que ele próprio refere, na República, 607b, como “o antigo diferendo entre a filosofia e a poesia”. O incômodo revelado por Platão não é em relação ao talento ou à importância de Homero. Ao contrário, ele mesmo reconhece que “Homero foi o educador da Grécia” - por conseguinte, foi também educador do próprio Platão. Sempre que pode, em meio aos seus diálogos, Platão menciona Homero em tom superlativo, tomando-o na conta de um ser divinal.
Sem qualquer pretensão de substituir o encômio a Homero pelo encômio a Platão, nossa exposição pretende tão somente ressaltar o posicionamento de uma filosofia que quer responder e argumentar a favor da otimização da formação do jovem que será o futuro cidadão grego – o polítes, como atesta a seguinte passagem do diálogo Protágoras, de Platão: “para qualquer pessoa, um dos pontos fundamentais da educação é o conhecimento a fundo da poesia, a saber, a capacidade de discernir nas obras dos poetas o que foi dito com acerto e o que não foi, bem como a de explicá-las e de saber, quando interrogado, fundamentar suas conclusões” (Protágoras 339a). A homerikè paideía, i.e., a educação homérica preparou e iniciou o jovem num modo de vida bem determinado; a educação do jovem inspirada em Homero imitava o que o poeta narrava sobre seus heróis. A esse modo de vida correspondia uma ética que Platão considerava divina e heróica, porém inadequada ao estilo de viver desejado pela “nova” politéia. Platão denuncia com gravidade o despreparo do jovem para selecionar ou identificar o bem em meio a um conteúdo tão fabuloso característico dos cantos homéricos, pois segundo ele “quem é novo não é capaz de distinguir o que é alegórico do que não é” (República 378d).
Sem qualquer pretensão de substituir o encômio a Homero pelo encômio a Platão, nossa exposição pretende tão somente ressaltar o posicionamento de uma filosofia que quer responder e argumentar a favor da otimização da formação do jovem que será o futuro cidadão grego – o polítes, como atesta a seguinte passagem do diálogo Protágoras, de Platão: “para qualquer pessoa, um dos pontos fundamentais da educação é o conhecimento a fundo da poesia, a saber, a capacidade de discernir nas obras dos poetas o que foi dito com acerto e o que não foi, bem como a de explicá-las e de saber, quando interrogado, fundamentar suas conclusões” (Protágoras 339a). A homerikè paideía, i.e., a educação homérica preparou e iniciou o jovem num modo de vida bem determinado; a educação do jovem inspirada em Homero imitava o que o poeta narrava sobre seus heróis. A esse modo de vida correspondia uma ética que Platão considerava divina e heróica, porém inadequada ao estilo de viver desejado pela “nova” politéia. Platão denuncia com gravidade o despreparo do jovem para selecionar ou identificar o bem em meio a um conteúdo tão fabuloso característico dos cantos homéricos, pois segundo ele “quem é novo não é capaz de distinguir o que é alegórico do que não é” (República 378d).
terça-feira, 27 de maio de 2008
CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MÍDIA CIDADÃ
Será realizada em Recife (PE), de 16 a 18 de outubro, a IV Conferência Brasileira de Mídia Cidadã, cujo tema é "Pesquisas acadêmicas e experiências da sociedade civil, mercado e Estado na efetivação do direito humano à comunicação". Até o dia 30 de junho, pesquisadores/as, profissionais, gestores/as públicos/as e ativistas sociais podem inscrever trabalhos para o evento nas categorias comunicação científica e relato de experiências. Os resumos e os textos completos devem ser enviados para o e-mail observatorio.midia@ufpe.br, em arquivo anexo em PDF identificado com o sobrenome do/a autor/a (caso haja imagens e/ou tabelas, deverão estar inseridas no corpo do texto). Detalhes estão em www.ufpe.br/observatorio/midiacidada2008. A conferência é uma realização da Cátedra Unesco/Metodista em Comunicação para o Desenvolvimento Regional e do Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, grupo de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
INCLUSÃO DIGITAL
Comunicação Renovada: especialistas defendem que as comunidades virtuais funcionam como uma evolução da forma de se relacionar pessoal e profissionalmente... acesse o link!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
DIVISÃO DIGITAL
Existe uma divisão digital que separa os grupos dentro (ou fora) da internet. A faixa etária dos internautas é um dos divisores de água no ciber espaço. De acordo com uma pesquisa realizada pela União Européia, enquanto que 85% dos estudantes com idade entre 16 e 24 anos acessam a rede, apenas 13% dos europeus na faixa dos 55 aos 74 anos fazem o mesmo. A diferença entre pessoas “on-line” e “off-line” também está relacionada à educação. Cerca de 25% daqueles que não completaram o colegial navegam virtualmente. O número sobe para 52% entre aqueles que terminaram o colegial e 77% entre os universitários.
Ainda segundo a pesquisa, 47% dos europeus possuem acesso à internet (nos EUA a porcentagem é de 55%). As melhores taxas de inclusão digital pertencem à Suécia (82%), seguida por Dinamarca (76%) e Finlândia (70%). O pior valor refere-se à Grécia, com 20%. Os números têm como base entrevistas feitas com cerca de 204 mil pessoas, residentes em 25 países europeus. Aqui no Brasil também existe uma exclusão social ao acesso a internet às pessoas menos favorecidas economicamente. É necessário encontrar meios para que toda a população possa usufruir o espaço cibernético, suprir as necessidades em meio à informação on line e implantar serviços abrangentes, disponíveis gratuitamente. As instituições públicas têm a particular responsabilidade de criar e manter sites atualizados e de fácil acesso.
http://www.flexeventos.com.br/detalhe_01.asp?url=artigos_eticainternet.asp
domingo, 4 de maio de 2008
Aasee, MünsterFoto: Miguel Gally 2006
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Aasee_%28Münster%29?uselang=de
LANDESMUSEUM, MünsterFoto: Miguel Gally 2006
http://www.lwl.org/LWL/Kultur/Museumstour/landesmuseen/wlm/
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