domingo, 8 de junho de 2008

EDUCAÇÃO FILOSÓFICA EM PLATÃO - PARTE II

Naquele que, segundo a cronologia de suas obras, foi considerado seu último diálogo, ou seja, em Leis, Platão permite uma abertura sobre o conjunto do fenômeno legislativo no mundo grego e a elaboração do pensamento que nisso acompanha suas evoluções. Trata-se de uma profunda reflexão sobre os modos de representação dos sistemas políticos gregos. Mas refletir sobre sistema político, ou pensar as relações humanas no âmbito público, no domínio do que é comum, supõe, sobretudo, pensar sobre os caminhos da formação do polítes, daquele cuja vida e habitação circunscrevem-se na pólis – na cidade e, com isso, acompanhar o futuro cidadão desde sua infância, através de mecanismos e métodos que explorem maximamente as possibilidades de seu poder-ser. A educação – sinônimo de formação – molda, plasma e define o tipo de homem que sairá da particularidade de sua natureza privada para a comunhão de uma natureza pública. Assim Platão define a paidéia, em Leis 643d-644a:

A educação consiste na criação bem compreendida, que leva o espírito da criança, nas horas de recreio, a amar o que a tornará perfeita na virtude de sua profissão, quando atingir a maturidade [...] É o sentido da educação para a virtude, que vem desde a infância e desperta a capacidade e o gosto para se tornar ‘cidadão perfeito’ – polítes – tão capaz de comandar, como de obedecer, em conformidade com os ditames da justiça: essa é a única modalidade de educação que merece definição.

Ensinar a distinguir, eis a meta da educação platônica. Mas não se trata apenas de apresentar um novo método de ensino, pois o conteúdo que se pretende que o jovem aprenda, não pode sequer ser ensinado. Como assim? O que significa isso?

sábado, 31 de maio de 2008

EDUCAÇÃO FILOSÓFICA EM PLATÃO - Parte I

Toda história da educação grega deve começar com Homero, não apenas por se tratar de um testemunho de origem, mas, sobretudo, por ter se tornado a maior identidade lendária e poética experimentada pelos gregos na Antigüidade. Estamos em meados do século VIII a.C., quando falamos sobre o início de uma tradição de cantos cujo apogeu foi alcançado no cenário público ateniense a partir da sua introdução oficial, pelo patrono das artes e filho de Pisístrato, Hiparco, nos concursos de rapsodos das Panatenéias. Independentemente desse status, não há como pensar a civilização grega sem considerar a repercussão das sagas e façanhas tanto da Ilíada, quanto da Odisséia em sua cultura. Com elas, os gregos absorveram descrições detalhadas para o aprendizado das mais diversas técnicas, tais como o manejo das armas, a performance nos esportes, nos jogos, nas artes; a oratória, o heroísmo épico, a virilidade do guerreiro, a sabedoria. Por tudo isso, é na tradição homérica que Platão encontra sua maior inspiração para pensar a educação grega, porém chamando para si aquilo que ele próprio refere, na República, 607b, como “o antigo diferendo entre a filosofia e a poesia”. O incômodo revelado por Platão não é em relação ao talento ou à importância de Homero. Ao contrário, ele mesmo reconhece que “Homero foi o educador da Grécia” - por conseguinte, foi também educador do próprio Platão. Sempre que pode, em meio aos seus diálogos, Platão menciona Homero em tom superlativo, tomando-o na conta de um ser divinal.

Sem qualquer pretensão de substituir o encômio a Homero pelo encômio a Platão, nossa exposição pretende tão somente ressaltar o posicionamento de uma filosofia que quer responder e argumentar a favor da otimização da formação do jovem que será o futuro cidadão grego – o polítes, como atesta a seguinte passagem do diálogo Protágoras, de Platão: “para qualquer pessoa, um dos pontos fundamentais da educação é o conhecimento a fundo da poesia, a saber, a capacidade de discernir nas obras dos poetas o que foi dito com acerto e o que não foi, bem como a de explicá-las e de saber, quando interrogado, fundamentar suas conclusões” (Protágoras 339a). A homerikè paideía,
i.e., a educação homérica preparou e iniciou o jovem num modo de vida bem determinado; a educação do jovem inspirada em Homero imitava o que o poeta narrava sobre seus heróis. A esse modo de vida correspondia uma ética que Platão considerava divina e heróica, porém inadequada ao estilo de viver desejado pela “nova” politéia. Platão denuncia com gravidade o despreparo do jovem para selecionar ou identificar o bem em meio a um conteúdo tão fabuloso característico dos cantos homéricos, pois segundo ele “quem é novo não é capaz de distinguir o que é alegórico do que não é” (República 378d).

terça-feira, 27 de maio de 2008

CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MÍDIA CIDADÃ

Será realizada em Recife (PE), de 16 a 18 de outubro, a IV Conferência Brasileira de Mídia Cidadã, cujo tema é "Pesquisas acadêmicas e experiências da sociedade civil, mercado e Estado na efetivação do direito humano à comunicação". Até o dia 30 de junho, pesquisadores/as, profissionais, gestores/as públicos/as e ativistas sociais podem inscrever trabalhos para o evento nas categorias comunicação científica e relato de experiências. Os resumos e os textos completos devem ser enviados para o e-mail observatorio.midia@ufpe.br, em arquivo anexo em PDF identificado com o sobrenome do/a autor/a (caso haja imagens e/ou tabelas, deverão estar inseridas no corpo do texto). Detalhes estão em www.ufpe.br/observatorio/midiacidada2008. A conferência é uma realização da Cátedra Unesco/Metodista em Comunicação para o Desenvolvimento Regional e do Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, grupo de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

INCLUSÃO DIGITAL

Comunicação Renovada: especialistas defendem que as comunidades virtuais funcionam como uma evolução da forma de se relacionar pessoal e profissionalmente... acesse o link!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DIVISÃO DIGITAL


Existe uma divisão digital que separa os grupos dentro (ou fora) da internet. A faixa etária dos internautas é um dos divisores de água no ciber espaço. De acordo com uma pesquisa realizada pela União Européia, enquanto que 85% dos estudantes com idade entre 16 e 24 anos acessam a rede, apenas 13% dos europeus na faixa dos 55 aos 74 anos fazem o mesmo. A diferença entre pessoas “on-line” e “off-line” também está relacionada à educação. Cerca de 25% daqueles que não completaram o colegial navegam virtualmente. O número sobe para 52% entre aqueles que terminaram o colegial e 77% entre os universitários.
Ainda segundo a pesquisa, 47% dos europeus possuem acesso à internet (nos
EUA a porcentagem é de 55%). As melhores taxas de inclusão digital pertencem à Suécia (82%), seguida por Dinamarca (76%) e Finlândia (70%). O pior valor refere-se à Grécia, com 20%. Os números têm como base entrevistas feitas com cerca de 204 mil pessoas, residentes em 25 países europeus. Aqui no Brasil também existe uma exclusão social ao acesso a internet às pessoas menos favorecidas economicamente. É necessário encontrar meios para que toda a população possa usufruir o espaço cibernético, suprir as necessidades em meio à informação on line e implantar serviços abrangentes, disponíveis gratuitamente. As instituições públicas têm a particular responsabilidade de criar e manter sites atualizados e de fácil acesso.

http://www.flexeventos.com.br/detalhe_01.asp?url=artigos_eticainternet.asp

domingo, 4 de maio de 2008

Atenas 2005, Foto: Gisele Amaral
APARÊNCIA
MILLAU VIADUCT, France
“Viaduc” race

May 15th, 2007 REUTERS
Aasee, Münster
Foto: Miguel Gally 2006
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Aasee_%28Münster%29?uselang=de
Zentralfriedhof, Münster
Foto: Miguel Gally 2006

LANDESMUSEUM, Münster
Foto: Miguel Gally 2006
http://www.lwl.org/LWL/Kultur/Museumstour/landesmuseen/wlm/